
Quando a saudade apertar sei que posso te encontrar nas lembranças. Nas lembranças de que um dia ao menos fui feliz, fui feliz de verdade ao seu lado. Logo você que julguei ser o “diferente dos outros” fez exatamente o que eles me fizeram. Logo você que me fez conhecer o amor, agora me faz odiá-lo. É isso, eu odeio o amor porque não me deixa te odiar. Desde o dia que saiu da minha vida para nunca mais voltar prometi a mim mesma não acreditar mais no amor se ele não existe, não mais, não pra mim, não comigo… Cada dia parecia uma eternidade sem fim e as noites mal dormidas pareciam um filme de terror ecoando a cada segundo. Toda hora, a todo o momento e até mesmo em sonhos você esta lá pra me lembrar da sua existência. Mas se fosse para tê-lo no subconsciente onde eu o controlava, estaria feliz, pelo menos lá você era meu por inteiro. Desse dia em diante, percebi que estava feliz com a solidão. Meus devaneios eram meus refugio onde eu poderia passar um dia inteiro à beira mar contigo ou simplesmente reviver momentos já vividos. E mesmo depois de todo esse tempo longe eu ainda continuava com aquela velha esperança de que um dia voltasse a me procurar e pedisse perdão por todas as palavras ditas. Mesmo depois de todos esses meses que haviam passado, eu ainda me importava, ainda sentia, ainda o amava… Embora todo o dano que me causou, eu não pôde ficar longe, não pude evitar… Eu nunca soube dizer adeus, nunca estive pronta para deixá-lo e talvez nunca esteja. Não consigo aceitar sua ausência… Talvez esteja enlouquecendo, pois sempre o vejo antes de dormir… Quando fecho os olhos eu o vejo sorrindo pra mim como na primeira vez…